A comunidade reunida sob a grande árvore, em frente às casas: cerca de noventa pessoas de todas as idades, dos mais velhos sentados à frente às crianças no colo.

Comunidade Yuba

Mais de cinquenta pessoas, quatro gerações, vivendo e trabalhando juntas no interior de São Paulo desde 1935. Plantamos, rezamos e fazemos arte.

Primeira Aliança · Mirandópolis · São Paulo · desde 1935

#01O que é Yuba

O que é a Comunidade Yuba?

Uma vida em que trabalho, oração e arte não se separam.

Somos mais de cinquenta pessoas, de quatro gerações, vivendo e trabalhando juntas no interior de São Paulo desde 1935. Plantamos, rezamos e fazemos arte. Há noventa anos essas três coisas não se separam. :)

Fazer arte, praticar a religião, cultivar a terra. Uma vida em que estas três coisas estão em harmonia é o modo de viver essencial que o ser humano busca.

Isamu Yuba, fundador

A arte não é uma terceira atividade ao lado do trabalho e da oração. É o modo como as duas são feitas.

Desde 1961

O teatro

O Teatro Yuba foi construído em uma semana, no meio de um cafezal, em dezembro de 1961, para que houvesse Natal naquele ano. Trabalharam nele todos, de crianças a adultos.

Os refletores são feitos à mão. A luz da plateia usa tampas de panelão. O guincho da cortina veio de um poço do tempo dos pioneiros. O chão é de areia.

Nossos avós aprenderam a criar onde não havia recurso. É disso que a nossa arte é feita.

Desde 1961

O balé

O Balé Yuba começou quando chegaram de Tóquio o escultor Hisao Ohara e a bailarina Akiko Ohara.

Já são mais de mil apresentações, no Brasil e no exterior. Hoje, quatro gerações sobem juntas ao palco.

Aberto ao público desde 1948

O Natal

Todos os anos, em 25 e 30 de dezembro, apresentamos no Teatro Yuba o resultado de um ano: música, balé e teatro.

O trabalho do ano, uma ocasião sagrada e a arte do ano, na mesma noite.

Nipo-brasileira caipira

A vida daqui

Dentro da comunidade fala-se japonês. As crianças aprendem português quando começam a ir à escola.

Cerca de 80% do que se come aqui é produzido aqui: arroz, verduras, frutas, carne, pão, queijo, e também missô, shoyu e tofu. Plantamos goiaba, manga, quiabo e shiitake, e vendemos para a região.

É um lugar tranquilo. O outono e o inverno são quentes e secos; a primavera e o verão, mais húmidos e frescos.

#02Dia a dia

O que se faz por aqui?

O dia aqui é feito de trabalho. Nada disso é programação para visitante: são coisas que alguém faz todo dia, e quem está aqui participa.

Todo mundo aqui tem tarefas: a lavoura, o refeitório, a criação de animais, a administração, os arquivos, o estudo de japonês, as artes. Mas a função de cada um é deliberadamente flexível. Quem tem várias habilidades usa todas elas, e quando aparece uma demanda maior, todo mundo entra junto para dar conta.

Uma mesma pessoa pode ser cenógrafa, cozinheira, diretora de teatro e bailarina. Isso não é exceção, é como a comunidade funciona. A renda é comum, sob o conceito de uma grande família, e volta para a saúde, a educação, a cultura e o lazer de todos.

Onde o dia acontece

Cada lugar tem alguém responsável, e todos ficam abertos a quem está aqui.

Horta e lavoura

Shiitake, goiaba, quiabo, manga e as hortaliças do dia. Colhe-se de manhã o que vai para o almoço, e o excedente vai para os mercados da região.

Refeitório

O coração da comunidade. Além das refeições, é onde acontecem as reuniões, as palestras, os concertos e as festas.

Fábrica de missô e shoyu

Fermentação lenta, em tonéis que ficam meses parados. É de onde sai boa parte do que a comunidade vende.

Galeria de cerâmica

As peças feitas aqui e o forno noborigama, aceso de tempos em tempos.

Atelier de couro e luthier

Trabalho de couro de um lado, instrumentos de corda do outro, na mesma oficina.

Atelier de costura

Roupa de trabalho, remendo, e os figurinos das apresentações de dança e teatro.

Biblioteca japonesa

Quase toda em japonês, com uma coleção grande de mangás. É o que mantém a língua viva entre as gerações.

Museu Kitahara Wako

Livros e documentos sobre a história da imigração japonesa, da comunidade e da Aliança.

Jardim de esculturas

Esculturas de pedra ao ar livre, espalhadas pelo caminho entre as casas.

Campo de baseball

Jogos da comunidade, e de vez em quando campeonatos que trazem times da região.

Com hora marcada

Quase tudo se organiza sozinho. Só três coisas têm dia e hora.

Segunda, quarta e sexta

Aula de dança e ballet

Das 20:30 às 22:00, depois do jantar. É de onde saem as apresentações que a comunidade faz desde 1961.

Sextas-feiras, a partir das 17h

Feira de gastronomia

No bairro Primeira Aliança, do lado de fora da comunidade. Vale combinar a visita com uma sexta.

Todo dia, das 8h às 10h e das 13h às 17h

A loja

Missô, conservas e o que mais a estação der, feitos aqui. Não precisa agendar: é só chegar no horário.

#03A mesa

O que comemos em Yuba?

Horário das refeições

São quatro refeições por dia, servidas em horário combinado. A comunidade come junta.

  1. Café da manhã 6h às 8h
  2. Almoço 11h às 12h
  3. Lanche 13h às 15h
  4. Jantar 18h às 19h

O que se come

Comida caseira, entre a cozinha japonesa e a brasileira, com o que a horta deu no dia.

Pão ou arroz

Café da manhã

Pão com manteiga e geleia, ovos, e as opções japonesas de sempre: arroz branco e conservas.

A refeição mais calma do dia, antes de todo mundo ir trabalhar.

Colhido no dia

Almoço

Sempre arroz e feijão, com uma seleção de legumes colhidos na horta naquela mesma manhã.

Variado e saudável. Vegetarianos têm bastante opção para escolher.

Prato do dia

Jantar

Todo dia um prato diferente, conforme a especialidade da equipe que está na cozinha.

Ramen, karê, feijoada, espaguete, tempurá, mapo tofu.

#04Como vir

Como funciona para visitar?

Passar o dia, ficar hospedado, ou vir trabalhar com a gente. Cada uma pede um combinado diferente.

Cada um chega de um jeito, e todos cabem. Tem quem venha passar um dia, quem fique uns dias e entre no ritmo da casa, e quem chegue com vontade de pôr a mão na terra e aprender fazendo. Veja qual se parece com você. O combinado a gente acerta depois.

Sem dormir

Passar o dia

Sob disponibilidade

Visitas guiadas e excursões escolares, agendadas conforme a disponibilidade da comunidade.

A visita costuma incluir o museu, a biblioteca e os ateliês, além do que estiver acontecendo na comunidade naquele dia: a colheita, o forno de cerâmica aceso, um ensaio.

Grupo recomendado
de 6 a 8 pessoas
Excursão escolar
até 30, com acompanhantes

Agende com antecedência.

Hóspede

Ficar hospedado

Sob disponibilidade

Para visitantes de curta duração. Quarto na casa de hóspedes, com as refeições da comunidade incluídas.

A acomodação é simples, como convém a uma fazenda: camas individuais, banheiro privativo e ventilador. Sem luxo, e sem faltar nada.

A partir de 13 anos
R$ 150 / dia / pessoa
Crianças até 12 anos
R$ 100 / dia

Valores de janeiro de 2026.

Mochileiros · WWOOF

Viver e aprender

Sob disponibilidade

Para quem quer aprender fazendo, entrando na rotina do campo com quem faz isso há décadas.

O trabalho acompanha o que a estação pede: plantio, colheita, cuidado. Em troca, oferecemos estadia, alimentação e treinamento.

Acomodação
coletiva, separada por gênero
Quem procuramos
mochileiros e aventureiros

Sem custo, e sem despesas.

Como funciona a hospedagem

O que você precisa saber antes de escrever pedindo uma data.

Quanto tempo ficar

2 dias / 1 noite para uma visita de final de semana. 7 dias / 6 noites para imersão, quando a rotina da comunidade deixa de ser paisagem e vira convivência.

Quantas pessoas

De 3 a 4 é o ideal. Descobrimos que é a quantidade que melhor aproveita a comunidade. Reúna seus amigos.

Famílias

Muito bem-vindas. Tem espaço para correr, bicho para ver de perto e horta para colher, e as crianças costumam entrar no ritmo daqui mais rápido que os adultos.

Chegada e saída

Não temos horário de portaria. O quarto costuma ficar pronto até as 10h, e a saída se combina conforme a sua viagem.

Pagamento

Dinheiro, Pix, transferência ou cartão de crédito. Temos maquininha, que também atende as compras dentro da comunidade.

Reserva

20% do valor total. É o que nos permite guardar as datas e saber quantas pessoas vamos receber.

Como são os quartos

Simples, e feitos para você passar pouco tempo neles.

Na casa de hóspedes, de 2 a 3 pessoas por quarto, com camas individuais preparadas na véspera ou no dia da sua chegada, banheiro privativo com chuveiro e ventilador de mesa ou de teto. Ar-condicionado não temos.

É que tem muito o que fazer lá fora: a horta de manhã cedo, os ateliês, a caminhada até a plantação, a conversa que começa depois do jantar e não tem hora para acabar. O quarto é para dormir bem e acordar com vontade de voltar para o lado de fora.

O que trazer

A lista curta do que cabe na mala. O essencial é a primeira linha.

  • Toalhas: travesseiro e roupa de cama são nossos, a toalha é sua
  • Repelente, chapéu e protetor solar
  • Uma necessaire com mini shampoo e sabonete líquido
  • Roupas leves, porém resistentes aos elementos
  • Camisas de manga comprida, para proteger do sol
  • Botas, para dias de chuva e caminhadas no mato

Isto aqui é fazenda

Duas coisas que surpreendem quem nunca ficou no interior.

É normal sujar bastante a roupa de terra. Traga roupas fáceis de limpar e resistentes, e que possam ser danificadas durante a estadia.

No interior há mais vida natural: muitos pássaros e animais, mas também insetos, moscas, pernilongos, sapos e lagartixas. Com crianças, o cuidado é não explorar sem acompanhamento e não revirar pedras e madeiras: são esconderijos de cobras e escorpiões.

Internet e pets

As duas perguntas que mais recebemos.

Internet
WiFi rápido em toda a comunidade. Para reuniões online há espaço no Museu Kitahara Wako e na Biblioteca, com fibra ótica por cabo e satélite como backup. Dá para trabalhar enquanto se aproveita a comunidade.
Pets
Não recomendamos trazer. Temos cachorros e gatos soltos, não podemos nos responsabilizar por acidentes, e há risco de pulgas e carrapatos no campo.
#05Quando vir

Quando é melhor vir?

A pergunta não é bem qual mês. É se você quer encontrar a comunidade no ritmo de sempre, ou no meio de uma festa.

Um dia comum

É o que a gente recomenda.

Sem festa e sem multidão: a comunidade no ritmo de sempre. A horta de manhã cedo, o ateliê à tarde, o ensaio de dança à noite. Dá tempo de conversar, de aprender a fazer alguma coisa com as mãos, de não ter pressa.

É também quando há mais quarto livre e mais gente disponível para receber você de verdade.

Um dia de festa

Mais bonito, mais cheio, e as vagas acabam rápido.

Na Festa Junina, no Bon Odori e no Natal a comunidade inteira se mobiliza e vem muita gente de fora. É bonito de ver, e é também quando temos menos quartos livres e menos tempo para ficar com cada visitante.

Se for essa a sua escolha, escreva com bastante antecedência.

O ano, mês a mês

Os meses sem nota são os mais tranquilos. Costumam ser os melhores.

Verão
  • Janeiro Após o dia 10
  • Fevereiro
  • Março
Outono
  • Abril
  • Maio
  • Junho
Inverno
  • Julho Festa Junina e férias escolares
  • Agosto
  • Setembro Bon Odori
Primavera
  • Outubro
  • Novembro Ensaios de teatro e dança
  • Dezembro Natal · até o dia 16

O que tem data

Volta todo ano, mais ou menos na mesma época.

Festa Junina
quase sempre em julho, junto com as férias escolares
Bon Odori
setembro
Natal e Ano Novo
dezembro, a grande apresentação do ano

O que muda de ano para ano

Vale perguntar quando estiver escolhendo a data.

Os campeonatos de baseball não têm data fixa: o calendário muda a cada temporada, e às vezes o jogo acontece aqui mesmo, no campo da comunidade.

A região também tem a sua própria agenda, com rodeios e festas nas cidades vizinhas ao longo do ano. Se quiser emendar a visita com alguma coisa dessas, pergunte para a gente.

#06Como chegar

Como eu chego até aí?

Bairro Primeira Aliança, em Mirandópolis, a 600 km de São Paulo. Quatro caminhos, cada um para um tipo de viagem.

Estamos a 600 km de São Paulo, no interior. O mapa ajuda a entender a distância real.

O endereço completo, para GPS, aplicativo de transporte ou correspondência.

Associação Comunidade Yuba · Acesso Chikazo Kitahara, km 4,6 — s/n
Bairro Primeira Aliança · CEP 16830-899 · Mirandópolis — SP, Brasil

Ninguém chega direto na comunidade. De Mirandópolis até aqui são mais alguns quilômetros de estrada, e temos parceria com um taxista para esse trecho.

Táxi local

Eliseu

R$ 80 por viagem

Temos parceria com o Eliseu, que faz o trecho entre a rodoviária de Mirandópolis e a comunidade. Vale especialmente para quem chega em grupo: o preço é por viagem, não por pessoa.

Telefone
+55 18 99179-0510
Embarque / desembarque
Yuba ou rodoviária

Preço atualizado em janeiro de 2026.

Os quatro caminhos, lado a lado

Quatro maneiras de chegar, comparadas por custo, duração e tipo de viagem. Escolha a linha que parece com a sua.

ComoCusto aproximadoDuraçãoMelhor para
Avião + táxipassagem + R$ 3001h do aeroportooutros estados, exterior
CarroR$ 200/pessoa em grupo de 57–8hfamílias e grupos
BuserR$ 170/pessoa~11hmochileiros, viagem solo
Reunidas PaulistaR$ 280/pessoa~11hmais bagagem, mais conforto

Valores de janeiro de 2026.

Os horários, pontos de embarque, telefones e aplicativos de cada opção.

Avião

Araçatuba + táxi

O aeroporto mais próximo é o de Araçatuba, a 1h de Yuba. Temos parceria com um taxista que busca no aeroporto e traz até a comunidade.

Hugo — taxista
+55 18 99618 8989
Preço
R$ 300 por viagem
Carro

De São Paulo, 600 km

Para famílias e grupos de 4 a 5 pessoas que querem conforto e liberdade na viagem.

Rota
SP-300 › BR-267 › Marechal Rondon
Pedágio
R$ 150 ida + R$ 150 volta
Combustível
R$ 360 ida + R$ 360 volta, com gasolina a R$ 6,00, carro fazendo 10 km/L
Na estrada
+ R$ 50 por pessoa de alimentação
Ônibus · Buser

O mais barato

O embarque não é tão organizado, por ser transporte de turismo; o desembarque é tranquilo. O aplicativo cobra taxa por malas adicionais.

Embarque
21h, Barra Funda, São Paulo
Desembarque
6h30, posto Petrobras na entrada de Mirandópolis
Ônibus · Reunidas Paulista

O oficial da rodoviária

Mais caro, mas é o transporte oficial para a rodoviária de Mirandópolis. Para quem quer mais tranquilidade e traz mais malas.

Embarque
20h, Barra Funda, São Paulo
Desembarque
5h, rodoviária de Mirandópolis
#07Reserva

Quero visitar. E agora?

Comece pela pergunta rápida: serve para qualquer coisa, e a gente indica o caminho. Se já sabe o que quer, escolha a sua intenção logo abaixo — cada uma tem a sua própria página.

Cada jeito de estar aqui pede um combinado diferente, e por isso pede perguntas diferentes. Quem só quer tirar uma dúvida não precisa preencher datas e documentos; quem vai dormir aqui precisa que a gente saiba quantas camas preparar.

Nenhum destes pedidos é um compromisso: a gente responde combinando os detalhes.

Já sabe como quer vir? Escolha abaixo o formulário que combina com a sua intenção — cada um pergunta só o que precisa.
01 Só uma pergunta

Não precisa saber ainda se vai vir, nem quando. Pergunte.

Primeiro contato

A resposta pode levar de alguns dias a uma semana, dependendo do movimento por aqui.

#08Contato

Com quem eu falo?

Preencha o formulário de reserva ou escreva um e-mail. A gente encaminha para a pessoa certa aqui dentro. Você não precisa saber com quem falar.

Para visitas, o formulário é o caminho mais rápido: ele já traz as datas e quantas pessoas, que é o que precisamos para responder de uma vez. Para todo o resto, escreva para contato@comunidadeyuba.org. Somos uma comunidade pequena e lemos tudo, e a resposta costuma sair em poucos dias.

No assunto, escreva seu nome + o assunto que procura. Assim a mensagem chega direto em quem cuida do tema.

Assunto Maria Silva + Hospedagem
Assunto João Tanaka + Visitas e Passeios

Issamu Yazaki

Presidente · Governos
Português · Inglês · 日本語

Daigo Yuba

Tesoureiro
Português · Inglês · 日本語

Hitomi Yuba

Hospedagem · Visitas do Japão
日本語 · Japonês

Rafael Nepô

Diretor Cultural · Visitas e Passeios
Português · Inglês